quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um dia ...

Que adianta querer mostrar-lhes o verdadeiro sentido da vida?                                                                      Eles são gente grande, não sabem o que há em nossos corações: pessoas frias, inquietas que, de há muito, perderam a confiança no mundo. Eles não me preocupam; talvez, apenas, queiram mostrar-me o inevitável, mas, o que fazer se não aceito os  fatos desse modo? Então, transformam-se, e de conselheiros passam a carrascos que não querem perdoar uma diferença de quatro  anos. Nós sofremos; não por sentirmos que, em nós, arrefeceu a vontade de lutar; não por sentirmos que vamos fraquejar, e sim, por vermos que, quem nos ama, a um simples obstáculo cronológico, passa a mostrar-nos o preço da casa, ao invés dos gerânios na janela; o tamanho descomunal de uma estrela, ao invés de seu brilho; os dentes de leite que estão cainda, ao invés do inocente sorriso infantil...  Por que acham que devemos fraquejar se nós sabíamos que, um dia, nos encontraríamos? Não  importa se aconteceu agora, importa-me, isto sim, a certeza de que te amo.         Talvez, um dia, ao fim de tudo, eu já nem mesmo saiba sorrir:  não me importa, enquanto conheci a alegria, havia você ao meu lado.                                                                                                                             Com o tempo, bem distante de ti, talvez narre para amigos uma história de "Era uma vez...". Um conto de fadas; nessa história falarei de um homem, de uma mulher, de um amor irrealizado que, como tantos outros nessa situação, ultrapassa o limite do humano, tornando-se um mito; falarei do tempo em que, juntos, encararam o mundo, venceram barreiras, ultrapassaram preconceitos; mas, o fim, Amor, não lhes direi com detalhes: será, para sempre, uma história incompleta...                                                                                   E quem me olhar compreenderá, no brilho de meus olhos, o significado daquela lágrima ... e chorará comigo.

Um comentário:

  1. Seja, então: um amor incompleto, mas sempre amor. Sem medir consequências, sem regras, ciúmes ou imposições sutilmente elaboradas tendo a paixão como escudo protetor das previsíveis imperfeições que assomarão os medos mais pueris... seja, então: venha, amor, e me leve, "useiro e vezeiro" das vontades, só para que saciemos a devorante fome dos caprichos do gênero humano. Beijo e amores.

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